humana", tascou Fayga Ostrower, pintora brasileira nascida na Polônia e
autora de livros sobre criação artística. Na mosca. Porque é mesmo muito conveniente admirar passivamente as grandes obras
da imaginação humana e depois voltar para um cotidiano sem tempero (e ainda por cima reclamando de que se veio ao mundo para
ser figurante, não estrela), sem nada no coração e nenhuma idéia na cabeça.
Conveniente é, lógico, mas triste. Porque todo mundo pode mais.
Descobrir o que há dentro de nós não é mel na sopa.
A começar pela conceituação da coisa: criatividade. O termo criatividade embananou tanto Sigmund Freud que ele chegou a dizer:
"Diante da criatividade, o psicanalista deve depor as armas". Não é para tanto, doktor Freud.
Um pouquinho mais otimista que o pai da psicanálise foi o psicólogo suíço Jean Piaget, que considerava a criatividade "um
presente magnífico à espera de ser pesquisado".
Essa busca pelo "presente magnífico" rendeu pelo menos um livro altamente inspirador nos últimos tempos, The Tree House
("A casa da árvore",sem edição brasileira), da socióloga americana Naomi Wolf.
Bastante conhecida desde os anos 1990 por seu livro feminista O Mito da Beleza, Naomi é filha de um poeta e professor
de Literatura, Leonard Wolf, amigo de toda a patota beatnik de São Francisco nos anos 1950 e uma figuraça ainda hoje, com mais
de 80 anos nas costas.
Original, deliciosamente excêntrico (não tem celular nem agenda de telefones, entre outras idiossincrasias), Mr.Wolf passou a
vida identificando os desejos do coração e acreditando que todos temos uma espécie de DNA criativo dentro de nós.
Há poucos anos, Naomi o convocou para ajudá-la na construção de uma casinha na árvore para suas filhas. A temporada ao lado
do pai se converteu num verdadeiro curso sobre criatividade, cujos pontos principais inspiraram um bocado esta reportagem,
que ainda foi atrás de pessoas que pensam sobre o tema e outras que conseguem, graças a uma luta diária contra a
banalidade, ter uma vida muito mais inspirada. E inspiradora, sem dúvida.
Desperte a imaginação
Não há um chamado dos céus. Não há trombetas.
Nem sombra de um anjo anunciador aparecendo diante de um cenário azul-turquesa.
É bem mais simples do que parece: quando nascemos, temos um potencial quase ilimitado de talentos. Crianças, podemos experimentar
de tudo, da música à matemática, da invenção de
 objetos às histórias fantásticas.
Tudo parece original, novinho em folha.
Até os 5 anos, a criança não foi devidamente formada pela cultura, pela visão de mundo de seus pais, dos amiguinhos, da escola etc.
"Os produtos criados pelas crianças pequenas são mais graciosos, sugestivos e originais do que os moldados pelas outras um pouco
mais velhas", afirma o psicólogo americano Howard Gardner no livro Mentes Extraordinárias.
Mas a porca torce o rabo a partir dos 7 anos (não por acaso a idade em que grande parte das crianças ingressa na escola).
A partir desse momento os destinos dos pequenos ficam cada vez mais ligados às realidades e opções disponíveis em sua sociedade.
Cabe, portanto, aos pais o papel de não deixar esse fogo ser apagado lentamente.
A regra de ouro é nunca perturbar o mundo em miniatura criado pelos filhos. Dizer "não"o tempo inteiro é uma ótima forma
de gestar um adulto sem viço e imaginação.
O "sim"(com responsabilidade e cuidados, claro) é essencial para o florescimento da imaginação desde os primeiros anos de vida.
É essa abertura para a imaginação (e as traquinagens) da criança que pode determinar se aquela garota que adora sujar as paredes
de tinta será uma Frida Kahlo ou uma advogada que é feliz porque desenha em seu tempo livre.
Não importa a qualidade artística que seu trabalho atinja, mas a autenticidade e o poder imaginativo que marcarão sua
vida.
E por que as crianças são um exemplo para quem deseja redespertar para o mundo da criatividade?
Porque se, para elas, falta repertório (cultura e conhecimento dos meios formais de produção), obra intuição. "A base
da criatividade é a intuição", afirma o arquiteto e ex-monge budista Márcio Lupion.
Aprender a usar a imaginação, portanto, é reeducar-se para a intuição.
Mas mesclando-a com todas as vivências e culturas que fazem parte da história de cada um.
A grande companheira da imaginação é a cultura. É o que defende Arthur Pereira e Oliveira Filho, diretor do Cesde, um
centro transdisciplinar sediado em Petrópolis (RJ) que procura estimular a criatividade através do conhecimento do que de melhor
a cultura produziu em seminários para executivos e que, em 1996, criou uma cidade do conhecimento no pequeno município
paranaense de Faxinal do Céu (PR).
Ali,durante um ano e meio, 38 mil professores da rede estadual travaram contato com Mozart, Shakespeare, Platão e outros nomes
das artes e ciências. Uma experiência transformadora.
Quando voltavam para as salas de aula, eram professores mais criativos, mais abertos para estimular a produção de conhecimento.
" Não dá para ser criativo sem ter acesso às artes", afirma Arthur.
Saia da "casinha"
Quando ficamos adultos, tudo parece ter sido feito para obedecer a um padrão.
Se você é mais jovem, deve incorporar o papel de filho, de aluno, de novato.
Mais velho, quase sempre terá que desempenhar o papel de pai. E o de funcionário, de vizinho, e assim por diante.
Isso é natural. É da vida.
Mas há um grande perigo a rondar tudo isso: o risco do clichê. Conformar-se aos padrões pré-estabelecidos é uma forma de podar
a criatividade. Se você estiver fazendo ou percebendo algo muito familiar ou mesmo batido, repense sua situação.
O feijão-com-arroz é uma delícia, mas é importante variar a dieta.
É importante não se conformar às expectativas. Se seu pai é médico, ou jornalista, ou técnico em informática, você não
precisa necessariamente seguir a mesma carreira. Ouça, sempre, a voz dentro de você: ela é sua.
Então,você percebeu que é diferente (ainda bem!)? Transforme essa diferença em vantagem.
Alguns psicólogos chamam isso de "assincronia produtiva".
Agarre essa diferença com entusiasmo e alegria, tenha consciência dela e invista no que de melhor, e com mais gosto, você
sabe e pode fazer.
A história é sua.
Ninguém além de você pode escrever sua narrativa por você.
Isso vale para tudo na vida. Até mesmo o autor desta reportagem tem uma história sobre assincronia produtiva para contar.
Na escola, era um verdadeiro desastre em matemática.
Não só um desastre: uma hecatombe. Porém, modestamente, fazia bonito em disciplinas como português e literatura.
Durante muito tempo ele acreditou que não tinha futuro. Até se dar conta, graças a alguns professores fundamentais, que ele
podia ser meia-boca com números, ele tinha essa "permissão". Mas que devia se esmerar cada vez mais naquilo em que
ele demonstrava alguma habilidade.
E foi assim que o autor desta reportagem aprendeu a não querer se enquadrar no padrão do aluno-modelo e foi feliz da
vida curtir a poesia de Drummond, a prosa de Machado, o teatro de Nelson Rodrigues. E logo passou a cometer seus poeminhas
e textinhos. Pois é.
Encontre sua voz
O clichê e os padrões parecem ter outro papel daninho: são como uma proteção emocional contra a chegada dessa forasteira,
a verdade interior. Porque ela muitas vezes desestrutura
padrões estabelecidos. E o paradoxo: mesmo
quando alguém consegue imprimir sua marca pessoal em alguma atividade, acaba correndo o risco de se reacomodar, seja
por causa do sucesso, do dinheiro, do status ou do tapinha nas costas.
Mas quem realmente cria algo, para si ou para os outros, está mais interessado na fruição daquele
momento de inventividade.
Pois o que está em conta é o processo o caminho percorrido sempre, dia após dia, sem a preocupação exclusiva com a
"chegada" (de novo: o dinheiro, o sucesso e outras mumunhas).
Os japoneses falam no kaizen, o esforço para melhorar um pouco a cada dia. É disso mesmo que se trata. (Claro que alguém
teve a brilhante idéia de transformar o próprio kaizen em um conceito "vendável": no pós - guerra, indústrias japonesas como a
Toyota implantaram esse princípio à sua linha de produção. Encheram os tubos.
Mas isso é outra história.)
"Quando pinto, não sei o que estou fazendo", teria declarado certa vez o artista-plástico americano Jackson Pollock
(1912-1956).
Daí que encontrar essa voz não significa embarcar em uma egotrip descabelada.
"O processo criativo é uma espécie de iluminação: a individualidade, o ego, são anulados enquanto alguém está criando",
afirma o arquiteto Márcio Lupion.
Isso não quer dizer que aquele que cria tem que se manter impassível, sem envolvimento emocional.
Mas o que está em jogo é um certo distanciamento das preocupações mais comezinhas ou utilitárias a favor dessa hora da
verdade que é o momento da criação.
"É preciso transitar entre pólos objetivos e subjetivos", explica o artista-plástico Charles Watson, britânico radicado há
décadas no Rio de Janeiro, professor de processos criativos em faculdades e cursos especiais.
Isso quer dizer que o processo criativo é algo global, envolve toda a personalidade e as maneiras que cada um de nós tem
para se diferenciar e se relacionar com os outros.
"Criar é tanto estruturar-se quanto comunicar- se, é integrar significados e é transmiti-los", escreve Fayga Ostrower.
Tenha sempre paixão
É quase um 11º mandamento: a responsabilidade de manter a paixão é nossa. Em todos os aspectos da vida.
Num relacionamento amoroso, cada dia é a oportunidade de cortejar novamente o parceiro, de se mostrar apaixonado, de renovar
essa relação. São coisas simples,mas muito significativas, como deixar um bilhete fofo na porta da geladeira, trazer do mercado
aquela geléia predileta do seu parceiro, abordar quem você gosta de maneira inesperada, como um beijo dado de surpresa.
Tudo isso tem a ver com a forma de olhar o mundo e de se relacionar com as coisas boas desta vida, como saber curtir uma
refeição legal, uma música significativa, um poema especial.
O consultor de empresas Igor Holovko sabe disso tudo. Quando era diretor de recursos humanos de uma grande rede de
supermercados em São Paulo, Igor, que chegou a aprender rudimentos de japonês para cantar uma de suas canções prediletas,
insuflou o espírito artístico entre os funcionários da rede. Cantavam, desenvolviam suas potencialidades e, de quebra,
atendiam melhor os clientes.
Em sua vida particular, o consultor também demonstra os poderes de viver em permanente estado de paixão em tudo.
Casado há 27 anos, pai de dois filhos, costuma viajar com a mulher "para namorar". Quando fizeram bodas de prata, repetiram
a cerimônia de casamento no Mosteiro de São Bento, no Centro de São Paulo. Cantoria, boa comida, vinho, amigos e parentes
reunidos. E Igor (terceiro lugar em um concurso de canto à Elvis Presley) entoou uma música a capela, diante de todos.
Autor de dois livros de poemas, Igor gosta de surpreender a mulher com um bilhete mais poético, um gesto inesperado, uma
atenção especial. E isso tem que ser construído todos os dias.
"Ouvir o coração é difícil", afirma.
Não desperdice seu dom
Inspiração? Existe. Aquele soprinho de idéia que surge no chuveiro, aquela sacada na mesa do boteco, depois de umas tantas
cervejas, o palpite que aparece assim de repente no meio de um pensamento qualquer. Mas é preciso arregaçar as mangas, senão a
idéia desaparece assim como veio, rapidinho.
No livro de Naomi Wolf há uma espécie de receituário de Leonard: "Não espere pela inspiração, mas sente-se calmamente e
comece; enquanto você estiver no trabalho, nem pense em falar,
inclusive para você mesmo, sobre bloqueio
criativo; use sua imaginação e continue trabalhando.
Eis o seu rascunho.
O primeiro será terrível; não desanime, continue trabalhando.
Corte tudo o que não soar como saído de você ou aquilo que você não fez ardentemente ou que não seja verdadeiro. Se você
tomou um caminho errado, volte; isso faz parte do processo.
Então edite, edite, edite. Finalmente, saiba para onde você está indo."
Muita gente tem o pânico da página em branco (ou da tela em branco, ou da agenda em branco) porque justamente é a hora do vamos
ver, o momento em que os sonhos, as ilusões, os palpites têm que ser desenvolvidos. Isso exige certa disciplina.
Quanta gente tem o romance de sua geração todinho na cabeça, mas não move uma palha para começar a escrevê-lo.
Assim não vale. O melhor é começar, sem pensar se o romance será vendido para o cinema ou arrancará elogios do crítico
mais carrancudo do pedaço.
Apenas escreva. Tente.Um dia sai.
Pode não ser um Grande Sertão: Veredas, mas certamente trará muito mais satisfação pessoal do que apenas ficar esperando
o momento certo para passar à prática.
Movida por essa disciplina, a empregada doméstica Miraildes Francisca dos Santos leva, por assim dizer uma vida dupla.
Trabalha em casa de família em São Paulo desde que veio de Floresta Azul, interiorzão da Bahia, aos 16 anos.
Conseguiu terminar o curso médio, se interessa por língua portuguesa, vê pouquíssima TV, lê pacas e compõe letras de
música. Tem 80 delas já devidamente registradas na Funarte.
São músicas de todos os gêneros mais populares, como axé e gospel. Anda sempre com um caderninho a tiracolo.
Claro que Miraildes (ou Miriam Francis, o nome artístico com que gravou a canção "Esse Neguinho" em um CD de divulgação de sua
obra) sonha em ocupar as principais posições nas paradas de sucesso. Isso é normal. Ela é humana.
Mas isso, para ela, é mais um sonho entre tantos. O que ocupa mesmo sua cabeça no dia-a-dia é a atividade literária: as
letras de música, os poemas, as anotações tomadas nos cadernos.
"Quanto mais eu leio e escrevo, mais tenho inspiração", afirma.
O erro faz parte
Sempre há uma hora meio desanimada, em que nada parece dar certo.
A solução para isso, mais uma vez, está nas crianças. Mais especificamente na capacidade lúdica delas.
Encarar o trabalho, as atividades diárias, as obrigações de forma divertida pode ser um antídoto para o desalento que
sobrevém de algum deslize. O espírito do jogo liberta.
"O reino da liberdade começa apenas quando o ponto em que o trabalho, sob a compulsão da necessidade e da utilidade externa,
é ultrapassado", anotou Karl Marx.
Inspirados nessa frase, sociólogos como o americano Bob Black reivindicam o poder infantil para abolir a escravidão da seriedade,
que mutila a criatividade dos adultos. "Precisamos das crianças como professoras, não como alunas. Elas têm muito a contribuir
para a revolução lúdica porque sabem brincar melhor do que os adultos. Adultos e crianças não são idênticos, mas vão se tornar
iguais por meio da interdependência. Somente a brincadeira pode acabar com o conflito de gerações", escreve.
Jogo e criatividade são palavras bem conhecidas pelo médico fluminense Lúcio Abbondati Jr. Interessado nos efeitos da
criatividade e dos jogos sobre o bem-estar de muitas pessoas que o procuravam no consultório, Lúcio fundou, em 1989, o centro
"Além da imaginação", instituição transdisciplinar sediada em Niterói. Ali, durante os sete dias da semana, crianças, adultos
e idosos travavam contato com manifestações tão díspares quanto música, histórias em quadrinhos, RPG e literatura.
Com essa experiência, Lúcio passou a ministrar palestras e cursos sobre jogo e criatividade. "A falta de espírito lúdico mata
a originalidade.
Mas o adulto que joga cria", afirma o médico.
O jogo é essencial porque nos adestra para a tentativa e o erro.
Reservar um espaço na vida atribulada de hoje para brincar e, eventualmente, errar não é tarefa das mais amenas.
Lúcio Abbondati costuma receitar aos seus pacientes, grande parte deles gente ocupada, que marquem na agenda um encontro semanal
com "Dr. Carvalho" nome-fantasia para o compromisso inadiável consigo mesmo:
uma hora para ler um livro despreocupadamente, para jogar uma partida de dominó com os filhos, para fazer uma atividade manual.
"A criatividade motivada por atividades lúdicas libera endorfina, trazendo bem-estar", assegura o médico.
Siga em frente
O escritor argentino Jorge Luis Borges dizia que publicava seus livros para não ter que ficar a vida inteira revisando-os.
Um texto, uma atividade artística, até mesmo aquele prato que só você sabe fazer na verdade nunca termina, apenas é
abandonado.
Há uma hora em que é preciso saber guardar as ferramentas.
Até para não dormir nos louros e se estagnar. Reinventar-se a cada nova atividade é essencial.
Charles Watson costuma resumir em três pontos as qualidades para criar:
1 - conservadorismo (no sentido de conhecer aquilo que veio antes, a tradição);
2 - ousadia (certo espírito aventureiro, de desbravador);
3 - disposição.
Sem esses três pilares, não adiantam a imaginação, a paixão, a voz, a disciplina e o lúdico: tradição e ousadia, vontade
e disposição coabitam a mesma casa.
Olhar para a frente, encarando novos desafios (embora valorizando os ganhos anteriores), é muito importante para manter-se
sempre aberto à criatividade.
Quem leu Quase-Memória, o delicioso romance de Carlos Heitor Cony, sabe do que se está falando.
No romance (publicado em meados da década de 1990, depois de um jejum literário de 20 anos, justificado pelo autor, olha só,
devido à ausência de ter o que falar), Cony evoca a figura de seu pai, o jornalista Ernesto Cony Filho, um tipo falastrão
que gostava de bolar histórias, era inventivo o suficiente para comprar resmas de papel para construir balões, criava galinhas,
produzia perfumes. Inquieto, quebrou a cara muitas vezes. Mas, depreende-se do relato do filho, podia ser considerado
um homem feliz. "Amanhã farei grandes coisas", costumava dizer à noite.
Uma promessa que vale para cada um de nós. Sempre.
Os mandamentos da criatividade
Afinidade: Reserve um momento do dia só para você fazer algo de que realmente goste.
Jogo: Mantenha um clima lúdico em suas relações pessoais e,se possível, em sua rotina diária.
Infância: Não sobrecarregue a criança com uma agenda digna de gente grande.
Desenvolvimento: Nunca pare de buscar informação: leia livros e revistas, acesse a internet.
Cultura: Viva as artes: vá ao cinema e ao teatro, passe a freqüentar exposições.
Liberdade:Procure ser espontâneo: a liberdade criativa começa em sua
maneira de encarar a vida.
Inocência:Lembre-se de como você era quando criança: recupere um pouco aquele espírito.
Empatia:Aprenda a olhar para si e para os outros: o afeto nutre a criatividade.
Amor:Nunca deixe de cultivar seus verdadeiros gostos e paixões: eles vão alimentá-lo sempre.
Ação:Sonhar é importante. Projetar o futuro é essencial. Mas fazer é muito mais.
Para saber mais
LIVROS .
Criatividade e Processo de Criação, Fayga Ostrower, Vozes .
O Código do Ser, James Hillman, Objetiva .
Mentes Extraordinárias, Howard Gardner, Rocco .
A Banheira de Arquimedes, David Perkins, Ediouro .
Groucho-Marxismo, Bob Black, Conrad .
The Tree House, Naomi Wolf, Simon & Schuster
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Fontes
Extraído de VIDA SIMPLES - Abril Editora - Junho 2006 |
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