que dava as
cartas nas relações políticas e econômicas mundiais.
Durante a guerra, os EUA, participava disponibilizando capitais aos países beligerantes, principalmente, da Tríplice
Entente (Inglaterra, França, etc.). Claro, a juros, senão exorbitantes, pelos menos compensadores.
Após a guerra, continuou abastecendo com financiamentos a reconstrução dos países europeus, bem como, exportando produtos
manufaturados para esse mercado consumidor carente no momento.
Já, com a Segunda Guerra Mundial, a URSS, recuperada dos problemas causados pela Revolução de 1917, e não sofrendo muitos
problemas com a Crise do capitalismo em 1929, vinha a pleno vapor, colhendo frutos em sua política de desenvolvimento,
rivalizando com os EUA.
Essa política Russa priorizava não só os aspectos relacionados ao crescimento interno e atendimento á população, mas também,
no relativo á sua indústria
bélica, numa disputa com os EUA na questão
da tecnologia nuclear e espacial.
Em decorrência dos fatos acima, avaliamos e concluímos: após a Primeira Guerra, Os EUA tornara se potência mundial e após
a Segunda, A URSS, uma segunda potência mundial, compondo um novo perfil mundial, uma Nova Ordem Internacional
Devido essas, possuírem ideologias diferentes e antagônicas, objetivos idênticos no que se refere a cooptar áreas de influências
e difusão de suas idéias político-econômicas, torna o planeta bipolarizado entre duas tendências opostas degladiando-se por
conquistas de espaços.
Isto gera um período de tensão mundial que ficou conhecido como Guerra Fria, tornando o mundo, por mais de 40 anos, um campo
de batalha sem batalha contrapondo os dois maiores arsenais bélicos até então existentes.
A URSS, colhe sucessos, influência ideológica, parceiros econômicos em todos os quadrantes da terra, progresso interno e externo.
A corrida espacial pende para o lado russo ao lançar a primeira nave não tripulada (Sputnik), o primeiro ser vivo ( a cadela
Laika) e o primeiro cosmonauta (Yuri Gagarin).
O OCASO RUSSO Essa situação de poderio bélico, crescimento interno e melhorias sociais começa a sofrer
retrocessos e abalos á partir da década de 70.
Os primeiros sintomas se faz internamente. No campo agrícola a produção e produtividade decresce; a produção de bens de
consumo diminui e é questionada principalmente no relativo á qualidade e preço; as importações aumentam com produtos até
de países capitalistas como os EUA.
Diante das dificuldades, os dirigentes russos, ainda componentes da velha guarda, tentam redirecionar suas estratégias visando
retornar aos áureos tempos.
O comunista, Leonid Brezehnev (presidente de 1964 a 1982), inicialmente com uma política de atraso procura acomodar
lideranças comunistas mumificadas reinstalando um imenso aparato burocrático de Estado, abrindo as portas á corrupção, a inépcia
e aos erros administrativos.
Os gastos exagerados com o programa espacial e militar coloca a URSS á beira do abismo. Soma-se a isto, o envolvimento na
Guerra do Afeganistão e acusações na tentativa de assassinato do Papa João Paulo II em 1981.
No final de seu governo, Brezehnev, tenta uma última cartada, assinando com os EUA vários acordos para redução da fabricação
de mísseis, plano este denominado de acordos SALT (em inglês, Strategic Arms Limitation Talks) ou seja, um Acordo Para
Limitação de Armas Estratégicas.
A finalidade era direcionar para o setor civil parte do desenvolvimento obtido na indústria bélica e esvaziar a corrida
armamentista.
Mas, a sorte estava lançada, agravada pelo confronto constante com o governo americano de Ronald Reagan, que, considerava a URSS
um inimigo perigoso a ser combatido sem tréguas.
Os EUA, tira proveito da situação e, juntamente com a Inglaterra, ajudam a treinar as guerrilhas afegãs que passam a desafiar a
União Soviética provocando um desgaste violento.
Nesta época, ainda, a indústria de guerra americana começa a desenvolver um sistema de defesa espacial antimísseis, que
ficou conhecido como “Guerra nas Estrelas”.
Isto foi um baque tremendo na estrutura militar soviética.
Quando Brezehnev morre em 1982, a União Soviética já estava na bancarrota.
O predecessor, Yuri Andropov, morre dois anos depois, bem como seu substituto Constantin Tchernenko, que falece um ano após.
É, praticamente o fim dos "dinossauros" da cúpula política russa.
MIKHAIL GORBATCHEV: A Perestroika e a Glasnost
Novas caras se sobressai, e uma delas, Mikhail Gorbatchev assume o poder.
Representava uma espécie de renovação e prometia uma nova dinâmica na direção dos rumos administrativos da nação soviética.
A Rússia agora passa a ter uma liderança emergente que não participara da Revolução Russa ou da II Guerra Mundial, que
fizera carreira dentro das universidades soviéticas, e participara do governo
anterior, como Ministro da Agricultura,
tendo alguma intimidade com os problemas que a URSS vinha enfrentando.
Gorbatchev estará ligado as significativas mudanças ocorridas na União Soviética na segunda metade da década de 90: a
Perestroika (reestruturação) e a Glasnost (transparência).
Ao assumir o governo, coloca em prática um pacote de medidas que tinha por finalidade reestruturar o socialismo em seu
aspecto econômico. A economia soviética em seu marasmo caminhava para o abismo e essas medidas tinha como alvo
uma dinamização na sua estrutura.
A administração nas empresas russas (fabricas, minas, agrícolas) foi reformulada dotando-as de independência, o que antes
era inconcebível, dando ênfase uma economia mista composta de indústrias estatal-privadas, reduzindo os monopólios do Estado.
Complementando essas reformas, procurava transferir os maciços recursos da indústria bélica e dos custos exagerados do
Serviço secreto russo, a KGB, para aqueles setores da economia mais ligados ás necessidades internas, tais como, o
saneamento, educação, transportes, habitação, etc.
O Estado- proprietário continuaria com o controle em suas mãos, mas seria permitida a propriedade privada em setores
secundários de produção de bens de consumo, comércio varejista e serviços não-essenciais. Na agricultura admitir-se-ia
o arrendamento de terras estatais e cooperativas por grupos familiares e indivíduos.
Segundo Gorbatchev, havia um descompasso.
Seu país possuía indústria inferiores ás de t erceiro mundo, enquanto construía satélites e instrumentos de alta tecnologia.
A esse conjunto de procedimentos para a reconstrução econômica é o que chamamos de Perestroika, Movimento Geral de
desestalinização.
Já a Glasnost (transparência) é uma segunda proposta de Gorbatchev.
Diante dos resultados relativos da Perestroika, opta-se, paralelamente, por esse outro projeto que visa uma mudança de
mentalidade, uma liturgia política menos conservadora e uma renovação na vida pública do país. A Glasnost viria para complementar
e agilizar a estratégia da Perestroika.
Era indispensável combater a burocracia e motivar dirigentes no empenho á concretização das reformas propostas.
O fim da perseguição aos dissidentes políticos foi outro objetivo trabalhado com a reabilitação de ideólogos vitimados por
Stálin entre 1936-1938, entre estes, Nikolai Bukharin e Alexei Rykov, etc.
O retorno do exílio, em 1986, do físico Andrei Sakharov marca simbolicamente e com êxito, o inicio dessa empreitada.
Campanhas contra a corrupção e a ineficiência administrativa foram implementadas com apoio tanto da população quanto dos meios
de comunicação.
Aplausos, também, mereceu a campanha de abertura cultural que procurou a liberação de obras proibidas, permitindo críticas ao
regime e a liberdade de imprensa. Inúmeros jornais, revistas e publicações foram consentidas.
A permissão para o funcionamento de milhares de sociedades culturais para discussão de problemas políticos, das quais
participam historiadores, economistas, cientistas e escritores conhecidos.
No somatório geral, a Glasnost representou importantes mudanças e colheu alguns frutos significativos. combateu de forma
sistemática a pobreza da população, abriu as portas ao debate político, permitiu, sem represálias, alguns movimentos
populares, realizou eleições no país, o que não acontecia desde 1917.
Gorbatchev ainda, abriu conversações diplomáticas com a China concluindo um acordo que encerrou as tensões com aquele
país, convenceu muitos lideres comunistas da Europa Oriental a adotar doutrinas similares à glasnost, etc.
Mas, apesar de seu empenho em mudar o perfil russo no campo político e econômico, não conseguiu conciliar os interesses
das classes políticas, principalmente aqueles ligados ao Partido comunista. Militares e a cúpula do partido entram em rota de
colisão com Gorbatchev.
Queriam um processo de abertura mais lento e gradual.
O PIB do país encolheu 4% em 1990 e a agitação política aumentou.
Uma liderança, que surgia nos bastidores, Boris Yeltsin, ex-prefeito de Moscou, insatisfeito demonstra um certo desconforto com
a política de Gorbatchev e faz aberta e ferrenha oposição ao líder soviético.
Para agravar a situação, nessa fase, começa a sobressair a reação de algumas nacionalidades aliadas á URSS, que
demonstravam desejar a independência.
Diante desse quadro, percebe-se uma crescente insatisfação popular e política. Aproveitando a situação, em agosto d
e 1991, conservadores do Partido comunista, promovem um golpe contra Gorbatchev que é preso, em domicílio, em uma casa
de campo na Criméia.
Os golpista, continuam sua maratona, divulgam o retorno da URSS á sua antiga estrutura administrativa- ideológica e apelam ao
povo e ás forças armadas um voto de confiança.
Sem sucesso, lideranças contrárias, acionam um contragolpe liderado por Boris Yeltsin e com auxílio de presidentes de
algumas repúblicas soviéticas, prendem os líderes reacionários do PC, libertam Gorbatchev, dissolvem
e proíbem o funcionamento do PC. A KGB, o poderoso serviço secreto soviético, teve sua cúpula dissolvida. Yeltsin e os
outros presidentes passaram a governar na prática o império soviético.
É o arremate do desmoronamento da URSS.
Em 4 de setembro de 1991, Gorbatchev, como presidente da União Soviética, Boris Yeltsin, na qualidade de presidente da Rússia, e
mais os líderes de outras repúblicas soviéticas, propõe um plano de transição para criar um novo Parlamento, um Conselho de
Estado e uma Comissão Econômica que estabelecesse uma nova união entre as diversas repúblicas.
Proposta esta que acabou sendo aprovada.
Em dezembro de 1991, o colapso do bloco soviético é selado fazendo surgir 15 novos países independentes: Rússia, Ucrânia,
Bielorrússia, Moldávia, Geórgia, Armênia, Azerbaijão, Casaquistão, Turcomenistão, Tajiquistão, Uzbequistão, Quirguistão,
Estônia, Letônia e Lituânia.
Em 26 de dezembro de 1991, a União Soviética deixou de existir oficialmente.
A URSS, que surgiu triunfante mas com as mãos sujas do sangue de milhões de pessoas, é extinta sem grandes violências e
sem deixar saudades.
Gorbatchev é comunicado, em 17 de dezembro, de que a União Soviética desapareceria oficialmente na passagem de Ano Novo.
No lugar da URSS, foi criada uma nova organização, uma espécie de confederação, onde mantinha-se a independência política de
cada uma das repúblicas, permanecendo a união econômica.
Essa organização, a CEI, Comunidade dos Estados Independentes, logo, recebeu o apoio de 12 das antigas repúblicas soviéticas,
que adotavam como orientação econômica o sistema capitalista.
A CEI
A CEI, embora não seja um país, é mais do que uma simples comunidade econômica de nações.
Não obstante, cada um dos Estados-membros serem politicamente soberano, tem forças armadas centralizadas, a moeda principal
circulante nas repúblicas é o rublo embora os países membros estejam criando gradualmente suas próprias moedas.
Outro problema sério entre as repúblicas, diz respeito a problemas fronteiriços, étnicos e políticos. Esta situação, torna a
ex-URSS um quebra cabeça de reivindicações.
A Rússia impõe uma certa lideranças sobre elas mas, debatem-se em divergências variáveis. Conflitos em relação ao controle da
frota do mar Negro e do arsenal nuclear; discordância com determinadas cláusulas do Tratado de desarmamento (Start) assinado com
os EUA, ainda, pela extinta URSS em 1991.
Alem disso varias lutas separatistas tornam a situação interna um tanto quanto conturbada:
A disputa entre Rússia e Ucrânia pela região da Criméia; a Armênia e o Azerbaijão não se entendendo em relação a posse da
Nagorno-Karabakh; a Geórgia, que não pertence á CEI, tem litígios com as repúblicas-membros em relação a Ossétia do do sul e
esta, com a Ossétia do norte; a Tartária que luta pela sua independência, tem pendências diversas com outras regiões
próximas como a Lakutia, a Buriatia, o distrito da Niénetz, as repúblicas de Komi e Tuva, etc. etc....
Em todos esses casos, encontram forte resistência dos russos que, na possibilidade de um insucesso, perderia o controle sobre
o petróleo tártaro, as jazidas de ouro buriatas e de gás natural nenétsio, o cobalto tuvânio, os diamantes iakútios.....
Por aí, se vê que os laços entre o membros da CEI são, no mínimo, comprometedores.
Mas, a desagregação da URSS, não afetou somente as repúblicas que a compunham.
Aqueles países que giravam na órbita soviética também passaram por problemas correlatos e generalizados: o desmonte da
Iugoslávia trouxe sérios problemas para a região onde etnias, mulçumanos, sérvios, croatas, bósnios se envolve em conflitos
para definir, da maneira mais favorável suas respectivas áreas de influência.
Na vizinha Croácia, persiste a tensão entre o governo nacional e as milícias formadas pela minoria sérvia, que controlam um
terço do território do país.
A desativação do sistema de produção socialista implicou o fim das benesses que mantinham Cuba em evidência.
Esse passar de um sistema econômico em que o Estado é responsável por toda a economia para um sistema em que a iniciativa é
livre não é um processo fácil e, nos países recém-emancipados, e naqueles da chamada "Cortina de Ferro" a
situação tornou-se caótica.
Yeltsin, que governou de 1991 á 1999, foi uma figura contraditória. Teve relativo destaque na abertura política que levou ao fim
do comunismo, mas, uma vez no poder, adotou atitudes
absolutistas e quase ditatoriais e acabou
responsável pela derrocada econômica da Rússia, com aumento do desemprego e da inflação.
A corrupção contaminou as estruturas do Estado. A fome foi uma constante em todas as setores sociais.
Nunca se preocupou com os cerimoniais do cargo, chegando a assumir uma atitude provocante e debochada. Diante das câmeras
de tevê, ele beliscava secretárias. Ironizava a imprensa e cometia gafes de todos os tipos.
Yeltsin gostava de beber em excesso e talvez, por isso, sua saúde era debilitada.
Em finais da década de 90, com a saúde comprometida e desacreditado pelas potências mundiais, lutava para se manter no poder, mas
com o conceito comprometido por crises financeiras recorrentes após 1998, abatido pelo desânimo, Yeltsin renunciou
repentinamente antes do fim de seu mandato, no dia 31 de dezembro de 1999, propondo como seu sucessor o atual
presidente, Vladimir Putin.
O país entregue a Putin estava em completa desordem, mais uma "anarquia" que a democracia pretendida.
TENDÊNCIAS CONTEMPORÂNEAS
Á partir de 2000, a Rússia começa a se recompor. Vladimir Putin será eleito presidente por uma população desesperançada, que
esperava dele a redenção, corrigindo as mazelas dos governos anteriores devolvendo á Rússia o status de grande potência
respeitada internacionalmente.
A principio, cumpre bem este papel trazendo alento e esperança á população.
A seu favor, pode ser contabilizado um crescimento econômico real com inflação reduzida a 20% por ano e um retorno ao
cenário político internacional.
Mas, está longe de ser aquele líder perfeito.
Se a luta parceira com os EUA contra o terrorismo rendeu-lhe dividendos em termos de popularidade, por outro lado, assume
posições autoritárias e inquietantes bem ao estilo dos populistas latino-americanos, sacrificando os direitos e as liberdades
individuais.
Putim, goza ainda de uma popularidade respeitável: quase 70% da população esta a seu favor.
Mas, até quando?
Conseguirá resolver o problema da Chechênia? contornar a crise com o setor militar que o critica
pela reforma do exercito em moldes considerados
inadequados? controlar a fuga de capitais? harmonizar-se com os oposicionistas destemperados e insatisfeitos?
Sanear a burocracia e o apetite insaciável dos burocratas, que conseguiram fazer com que, somente em 2005, a Rússia figurasse
no 32.º lugar do ranking dos "países mais corruptos do mundo"?
E a distribuição da riqueza, outro problema que agrava a polarização social?
De acordo análises e pesquisas internas e externas, a renda dos membros mais ricos da sociedade russa é 15 vezes superior à
dos mais pobres — um dos mais elevados níveis de desigualdade social no mundo.
Com a proximidade de eleições parlamentares e presidenciais a tensão e o descontentamento contra Putin tem aumentado.
Os confrontos internos, ocorridos principalmente em Moscou e São Petersburgo são preocupantes.
Perfil Geográfico
Extensão do território russo : 17.075.400 km2
População aproximada: 150.000.000
Capital: Moscou (8,5 milhões)
Outras cidades importantes: São Petersburgo (4,2 milhões), Novgorod (1,4
milhões),
Novosibirsk (1,4 milhões)
Religiões: cristãos 46% (ortodoxos 40%, protestantes 4,66%, católicos 1%)
islâmicos (10%)
Os outros se declaram ateus.
Língua oficial: russo
Renda per capita: US$ 2300
Regime político: presidencialismo
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Eustáquio Lagoeiro Castelo Branco Webmaster, Webwriter, professor graduado em história e sociologia,
pós-graduado com especialização em informática educacional
eduquenet@eduquenet.net |
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