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O pensamento iluminista foi responsável por uma profunda mudança no modo de pensar do homem europeu do século
XVIII. Em torno de um pensamento abstrato e teológico ele contrapõe um pensamento baseado na razão.
A resposta sobre a problemática humana deve ser buscada na razão, não em Deus. |
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Os pensadores iluministas teorizavam, debatiam e concluíam que somente a partir do uso da razão, os homens atingiriam o progresso
político, social, material, etc
"Para a maior parte dos filósofos iluministas á mulher faltava a razão ou, na melhor das hipóteses, possuíam um raciocínio
inferior.
Segundo eles, não existem mulheres capazes de invenção, elas estão excluídas da genialidade, ainda que possam ter acesso e algum
sucesso no campo da literatura e em certas ciências menores.
Essa incapacidade é baseada numa psicologia"natural". A mulher é um ser da paixão e da imaginação, não do conceito.
Rosseau até acreditava que a mulher não fosse totalmente desprovida de razão, mas essa faculdade é, na mulher, mais simples e
elementar do que nos homens e devem cultiva-la apenas para assegurar o cumprimento de seus deveres naturais (obedecer ao marido,
ser-lhe fiel, cuidar da casa e dos filhos, etc).
Segundo Rosseau, a mulher mantém-se perpetuamente na infância; ela é incapaz de ver tudo que é exterior ao mundo fechado da
domesticidade que a natureza lhe legou, e daí resulta que ela não pode praticar as "ciências exatas".
A única ciência, para além dos seus deveres domésticos, que ela deve conhecer é a dos homens que a rodeiam e, essencialmente, a do
seu marido, e que é baseada no sentimento.
O mundo doméstico – afirma Rosseau – é o livro das mulheres, e não há necessidade de qualquer outra leitura. A incapacidade de
raciocinar como o homem gera na mulher a impossibilidade de compreenderem assuntos de ordem religiosa: é por essa razão que a filha
deve ter a religião do pai e toda a mulher a do seu marido.
A procura das verdades abstratas e especulativas, os estudos filosóficos e matemáticos não estão ao alcance do raciocínio das
mulheres. Os seus estudos devem estar relacionados á prática; a elas cabe aplicar as soluções e propostas que o homem, com sua mente
privilegiada, descobriu.
Uma das preocupações do "século das luzes" é pensar a diferença feminina, diferença sempre marcada pela
inferioridade. Trata-se de conferir ás mulheres
apenas papéis sociais: esposa, mãe, dona de casa.....É por essa função doméstica que a mulher pode, de algum modo, ser cidadã.
Mas cidadã sem a competência para se envolver em política, cuja análise só poderia estar ao alcance dos homens. Podemos dizer que
a ideologia mais representativa do século XVIII consiste em considerar que o homem é a causa final da mulher.
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