
Numa reunião realizada na cidade japonesa de Kyoto em
1997, Cerca de 10.000 delegados, observadores e jornalistas participaram de um evento de alto nível onde foi aprovado um documento
denominado Protocolo de Kyoto.
Neste, foram estabelecidas a proposta de criação da Convenção de Mudança Climática das Nações Unidas e as condições para implementação
da referida Convenção. Essa reunião de Kyoto em 97, foi mais uma, dentre outras reuniões já ocorridas desde a Conferência das Nações
Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro, em junho de 1992 (ECO 92).
A conferência culminou na decisão por consenso de adotar-se um Protocolo segundo o qual os
países industrializados reduziriam suas emissões
combinadas de gases de efeito estufa em pelo menos 5% em relação aos níveis de 1990 até o período entre 2008 e 2012. Esse compromisso,
com vinculação legal, promete produzir uma reversão da tendência histórica de crescimento das emissões iniciadas nesses países há cerca
de 150 anos.
Para que o Protocolo de Kyoto possa tornar-se obrigatório, terá de ser ratificado - ou seja, aprovado pelo Parlamento - dos países que
respondem por pelo menos 55% das emissões de gases que provocam o efeito estufa.
A maior quantidade de gás carbônico - 25% do total - é emitida pelos Estados Unidos. Outros países industrializados, como o Japão, a
Austrália e o Canadá, também emitem grandes quantidades.
Enquanto os Estados Unidos, em 1997, emitiam 20,3 toneladas de dióxido de carbono (ou gás carbônico) por habitante, nos países em
desenvolvimento como a China essa relação é de apenas 2,5 toneladas por habitante e na Índia, de 900 quilos por habitante.
Desde a aprovação do Protocolo de Kyoto, várias reuniões
têm sido realizadas na tentativa - até agora frustrada - de retirar o documento do papel e transformá-lo em realidade. Quanto mais
tempo passa, mais os países industrializados, à frente os Estados Unidos,
aumentam suas emissões de gás carbônico, que representa mais de 85% dos gases-estufa.
Propostas de Kyoto
Políticas e medidas propostas pelo Protocolo de Kyoto e que deverão serem Implementadas e/ou aprimoradas de acordo com as circunstâncias
nacionais:
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Os envolvidos aplicarão e elaborarão políticas e medidas (em conformidade com as circunstâncias nacionais),
como exemplo:
fomento da eficiência energética nos setores pertinentes da economia nacional;
proteção e melhora dos sumidouros e depósitos de gases, tendo em conta, os acordos internacionais pertinentes ao Meio Ambiente;
a promoção de práticas sustentáveis de manejo florestal, florestamento e reflorestamento;
promoção de formas sustentáveis de agricultura à luz das considerações sobre a mudança do clima;
pesquisa, promoção, desenvolvimento e o aumento do uso de formas novas e renováveis de energia, de tecnologias de seqüestro de dióxido
de carbono e de tecnologias ambientalmente seguras, que sejam avançadas e inovadoras;
Medidas para limitar e/ou reduzir as emissões de gases de efeito estufa nosetor de transportes;
redução progressiva ou eliminação gradual das deficiências de mercado, incentivos fiscais, isenções tributárias e subvenções
que sejam contrários ao objetivo da convenção em todos os setores emissores de gases;
fomento de reformas apropriadas dos setores pertinentes, visando promover políticas e medidas que limitem ou reduzam as emissões de
gases.
Etc. |
O acordo foi assinado pela administração Bill Clinton, pelos países membros da União Européia e o Japão, mas a Casa Branca disse que
o presidente George Bush não concorda com os termos do protocolo e que ele solicitou ao seu gabinete uma revisão da política
relacionada às mudanças climáticas.
Vários países manifestaram preocupação com o anúncio feito pelo governo norte-americano de que os EUA não irão implementar o protocolo
de Kyoto.
A chefe da Agência de Proteção Ambiental americana, Christie Whitman, disse que os co-signatários do protocolo de Kyoto terão que
encontrar formas alternativas de lidar com a questão do aquecimento global.

O governo da Suécia, que ocupa a presidência rotativa da União Européia, chamou a decisão americana de preocupante e provocativa, e a
organização ambiental internacional Amigos da Terra disse que ela pode criar um "desastre climático".
A Posição Brasileira
O ministro da Ciência e Tecnologia, Ronaldo Sardenberg adiantou que o Brasil vai reafirmar na Holanda sua posição favorável ao
Protocolo de Kyoto. "O Brasil está convencido de que a mudança do clima é um tema de natureza global que representa um desafio às
atuais lideranças mundiais, em prol do bem-estar das futuras gerações em todo o planeta".
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Eustáquio Lagoeiro Castelo Branco Webmaster, Webwriter, professor graduado em história e sociologia,
pós-graduado com especialização em informática educacional
eduquenet@eduquenet.net http://www.eduquenet.net |
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