A Ásia Central
Em 1991, as 15 repúblicas Soviéticas organizaram um plebiscito para decidir a dissolução da URSS e conseqüentemente, Rússia, Ucrânia,
Geórgia, Azerbaijão, Cazaquistão, Tadjiquistão, e outras tornariam-se países independentes. Realizada as eleições, a população soviética
votou maciçamente contra a separação. Mas, Boris Yeltsin, apoiado pelos EUA, logo ao assumir o poder, deu inicio ao processo de
desagregação.
Ao se tornarem independentes, essas ex-repúblicas, tenderam a se afastar cada vez mais da Rússia, sendo cooptadas pelos pelos países
ricos do G7. Acabando por se tornaram dependentes economicamente e militarmente dos EUA.
Bem armadas, endividadas, seduzidas pelo capital ocidental, navegando sobre um leito de petróleo, procuram ampliar e defender sua área
geográfica gerando inúmeros conflitos fronteiriços e separatistas na região.
A área do Mar Cáspio é rica em petróleo e gás natural e, por coincidência é exatamente aí que se situa as ex-repúblicas mais
cobiçadas, principalmente, Cazaquistão, Azerbaijão e Geórgia.
O petróleo produzido vêm sendo transportado por oleodutos que passa pela Tchetchênia e pela Rússia em direção a Novorossysk no Mar
Negro.
Essa situação não é confortável para os EUA e os países ricos ocidentais que já controlam mais de 50% dos investimentos petrolíferos
na Bacia do Cáspio. Portanto, Washington está buscando outras rotas. A intenção é contornar a Rússia, e a proposta é um oleoduto que
cortaria a Turquia em direção ao Mar Mediterrâneo - a rota Baku-Ceyhan.
Existem discussões sobre um acordo entre Turquia, Azerbaijão e Geórgia para a construção de um oleoduto que contornaria a Rússia,
ligando a Ásia Central e o Ocidente.
Existem suspeitas de que os conflitos na Tchetchênia, Ossétia do Sul, Armênia, Abkhazia e outros fariam parte de uma conspiração
orquestrada pelos EUA para dividir a região e torna-la mais facilmente manipulável.
Portanto, o futuro da Ásia Central é caótico. Os países fronteiriços envolvidos no controle dos oleodutos do Cáspio e nas riquezas de
petróleo e gás na costa, estão enfurecidos no meio destas disputas A luta por influência nesta região pode levar a uma nova corrida
armamentista de conseqüências imprevisíveis.

Federação Russa
Em março de 1992, Boris Yeltsin, juntamente com 18 das 20 repúblicas soviéticas, assinam um tratado criando a Federação Russa em
novos moldes. Esse novo tratado, no lugar de soluções, acirrou os conflitos e produziu novos, principalmente dentro da Rússia. Minorias
étnicas e religiosas assanham reivindicações e ameaçam o sucesso e equilíbrio dessa federação.
A Tartária e a Tchetchênia exigem soberania; a comunidade russo-alemã deseja a restauração da antiga República Autônoma do Volgf,
eliminada por Stalin em 1941; a proposta de unificação da lakutia e da Buriatia, na região de Niénetz e das repúblicas de Komi e Tuva,
aos Estados Unidos do Norte da Ásia.
Em qualquer situação, a separação seria economicamente desastrosa para Moscou, que perderia o controle sobre o petróleo tártaro, as
jazidas de ouro buriatas e de gás natural nenétsio, o cobalto tuvânio, os diamantes iakútios, e assim por diante.

Chechênia / Daguestão
Após a dissolução da URSS, a região da Tchetchênia, no Cáucaso, permaneceu sob controle russo.
Posteriormente, proclamaram sua independência e separatistas muçulmanos da república da Chechênia e do Daguestão, passaram a lutar
contra o poder central russo por sua autonomia e a formação de um Estado islâmico.
Em 1994, a Rússia lançou uma ofensiva contra os Tchetchenos, retomou parte do território, e assinou um cessar fogo. A Tchetchênia
adquiriu alguma autonomia, como constituição e orçamentos próprios.
Com eleição de um governo de origem local a luta foi retomada e no momento o clima de beligerância permanece com intensa repressão do
exercito russo.

Ossétia do Sul e Abkhazia, na Geórgia
A Geórgia, de população cristã ortodoxa,está situada no extremo leste da Europa. Foi anexada á Rússia no início do século pelo czar
Nicolau II e posteriormente incorporada á URSS.
Em 1921 e 22 foram criados duas repúblicas independentes, Adjar e Ossétia do Sul em parte de território desmembrado da Geórgia.
Em 1992, a Geórgia tornou-se independente da URSS e herdou alguns conflitos internos de origem separatista.
Os ossetas, povos de origem persa, e os abkházios, muçulmanos, lutam pela separação.

A Ossétia do Sul, território georgiano reivindica a anexação à Ossétia do Norte, região pertencente à Federação Russa.
Em 1991/93, tanto abkházios, quanto Ossetas, promoveram um cessar-fogo mas o litígio continua.
Desde 1993, existe na região uma força de paz da ONU em missão de observação

Conflitos na Armênia
A Armênia e o Azerbaijão são dois países do extremo leste da Europa, integrantes da ex-URSS.
No momento estes dois países( Armênia de maioria cristã e o Azerbaijão mulçumano) atravessam por um conflito localizado. Lutam pelo
controle de Nagorno-Karabakh, região de maioria Armênia encravada em território do Azerbaijão. até agora o número de mortos se eleva a
mais de 40 mil pessoas.

Reunificação das Coréias
Na passagem da Idade Média para moderna, a região onde hoje se situa a Coréia era disputado por chineses, mongóis, japoneses e russos.
Na primeira metade do século XX, a Coréia fica sob domínio dos Japoneses.
Com a rendição japonesa, Em 1945, a península Coreana é dividida em duas zonas de ocupação - uma norte-americana, no sul, e outra
soviética, no norte. Á partir de 1948, as duas regiões se convertem em Estados: Coréia do Norte e Coréia do Sul. A primeira adota o
regime comunista e a segunda mantém uma orientação do tipo capitalista. Entre 1950 e 1953, os dois lados entram num conflito armado,
onde se envolvem outras potências: EUA e China. Uma trégua é assinada em 1953 criando uma zona desmilitarizada entre as duas Coréias,
mas sem solução definitiva para as divergências.
As duas continuam tecnicamente em guerra pois nunca assinaram um acordo de paz.
No momento, as duas Coréias tem feito tentativas de aproximação visando uma possível unificação: eliminação de embargo comercial de
ambos os lados; suspensão de parte do programa nuclear em troca do abrandamento das sanções dos EUA; negociações entre o Estado
norte-coreano e empresas da Coréia do Sul, para a implantação de indústrias, a exploração do turismo e a produção de energia nuclear
com fins pacíficos, etc.
Mas não podemos esquecer que a Coréia do Sul capitalista é muito superior em desenvolvimento econômico em relação á Coréia do Norte
Comunista. O PIB da Primeira chega a superar 20 vezes ao da segunda, o que deve dificultar a situação.
Existem encontros agendados cujo objetivo é discutirem o processo de reunificação.
Quem viver verá....

A situação China x Taiwan
Em 1949, terminada a guerra Civil, a China implantou o comunismo. as forças nacionalistas contrárias a essa ideologia, se alojaram na
ilha de Taipé ou Taiwan no litoral do continente chinês, e ali implantaram uma república democrática de orientação capitalista
A China considera a ilha um território rebelde e exige sua reintegração sob ameaça de usar a força caso Taiwan opte por reafirmar
sua independência.
Todos os diálogos tem sido em vão. Taiwan pretende sua total independência como país capitalista.
A China comunista quer a reintegração do território.
Os países do Primeiro Mundo tendem a se colocarem á favor dos comunistas devido aos grandes interesses de ordem econômica e militar.
A China continental possui uma população de quase 3 bilhões de pessoas, o que representa um mercado consumidor considerável.
O desenvolvimento de sua economia vem a alguns anos batendo recordes de crescimento. Em pouco tempo ela será uma potência militar
invejável, imbatível e assustadora. É melhor encetar relações de amizades com essa próxima potência do que hostiliza-la.
O governo de Taiwan segue em seu calvário. Precisa, inclusive, de autorização para visitar outros países, mesmo sendo estes,
capitalistas. Essa imposição visa evitar melindrar a China Comunista.

A Questão da Caxemira
A Caxemira é uma região situado no Centro-sul da Ásia entre a Índia e o Paquistão. Até 1947, toda a Índia e Paquistão, incluindo a
Caxemira, estava sob tutela da Grã-Bretanha
No acordo de Independência Indiana de 1947, a região da Caxemira teve a liberdade de escolher se pretendia pertencer ao Paquistão ou
à Índia, o Marajá que governava a Caxemira que pretendia a independência total do território, acabou por decidir ficar ligado à Índia
em troca de ajuda militar. Desde então, o território tornou-se um foco de tensão e de 1947 á 1965 passaram por três violentas guerras
envolvendo os dois países.
Á partir de finais da década de 80, a disputa entre a Índia e o Paquistão ampliou-se em decorrência
do surgimento na Caxemira de uma guerrilha separatista,
que pretendem a independência total da Caxemira sem ligações com indianos e paquistaneses.
Parte do território(45%) está nas mãos da Índia,Um terço (33%) é controlado pelo Paquistão e o restante é de domínio Chinês.
Essa região possui uma maioria religiosa mulçumana e não aceitam o domínio indiano de religião hinduísta. Na verdade, o que eles querem
é uma autonomia em relação á Índia e ao Paquistão.
Existem mais de dez grupos separatistas mulçumanos lutando com esse objetivo.
Nem todos estão armados, mas o número de separatistas tem aumentado nos últimos anos.
Índia e Paquistão apesar da existência de um clima de beligerância entre eles, atravessavam, desde 1980, um momento de calmaria nas
escaramuças mútuas.
Em dezembro de 2001, grupos mulçumanos empreenderam um ataque suicida ao parlamento indiano que provocou 14 mortes. A Índia acusou o
Paquistão de apoiar esses grupos terroristas e exige uma tomada de posição. O Paquistão nega. Forças militares dos dois países foram
mobilizadas e eminência de uma guerra é possível.
Os dois países estão preparados para uma guerra que ambos dizem não desejar. Força aérea, arsenais de mísseis, inclusive armas
nucleares, foram mobilizadas
Quais seriam na verdade as pretensões de Índia e Paquistão?
O Paquistão diz que a Caxemira deveria ter sido anexada ao seu território em 1947, quando do desenrolar do processo de independência,
uma vez que a maioria da população do território é Muçulmana ou ter dado o direito dessa região decidir por voto o seu futuro.
Já a Índia nem quer ver falar em debate sobre o assunto nos fóruns internacionais. Alega que o acordo assinado em 1972 é totalmente
suficiente para resolver a questão. Esse acordo estabelece que a resolução do conflito deve ser atingida através de conversações
bilaterais. A Índia defende também a sua pretensão sobre Caxemira recorrendo ao documento assinado pelo governo do Marajá Singh em
1947.
Tanto a Índia como o Paquistão rejeitam a terceira opção: a pretensão dos povos daquela região, a Caxemira, de se tornarem
independentes.
A Linha de Controle(LOC)
Em Janeiro de 1949, após uma guerra na Caxemira, uma limite de demarcação foi estabelecida como linha de cessar-fogo, denominada de
LOC (Linha de Controle).
Esta linha (LOC) divide a Caxemira em dois setores: a área administrada pela Índia (cerca de nove milhões de habitantes) e a área
administrada pelo Paquistão (cerca de 3 milhões de habitantes).
A ONU, juntamente com soldados do Paquistão e da Índia, mantém se presente na área disputada desde 1949.
De acordo com a ONU, a sua missão é garantir o cessar- fogo, mas sem muito sucesso.

Conflito no Sri Lanka
Nestes últimos 17 anos, quase 50 mil pessoas perderam a vida na violenta guerra civil que atravessa o Sri Lanka (antigamente
conhecida como Ceilão), uma pequena ilha a sudoeste do litoral indiano.
O Sri Lanka é habitado por duas etnias principais: Os Tâmeis (12% da população) de religião hindu e os cingaleses (70% da população)
de religião budista.
O governo constituído é composto por cingaleses e a minoria Tâmil lutam por um Estado independente em um território ao norte da
ilha.
A ilha era habitada originalmente pelos cingaleses. A quase 2000 mil anos chegaram os indianos que deram origem ao povo Tâmil. Esses
dois grupos passam a se hostilizar por questões religiosas e as possibilidades de acordo são escassas.
Após a saída dos europeus da região nos anos 50, que ali permaneceram por mais de 400 anos, os cingaleses assumiram o controle do
país, segregaram os Tâmeis em comunidades separadas, impuseram uma cultura considerada pelo povo tâmil discriminatória e o conflito
ampliou.
Em 1995, foi assinado um acordo de paz entre o governo do Sri Lanka e os rebeldes do Libertação dos Tigres de Tâmil Eelam (LTTE), sem
nenhum resultado aparente. Diante disso o governo do Sri Lanka investiu numa ofensiva contra os Tâmeis, ocupou regiões dominadas por
estes, mas os tâmeis contra-atacaram e verdadeiras carnificinas tem ocorrido dos dois lados
A guerra civil que se desenrola atualmente teve inicio em 1983, motivada pelo atentado Tâmil onde foram mortos 13 soldados do Sri
Lanka.
Em 1987, os combates recrucederam e o governo do Sri Lanka convidou o governo indiano a fazer parte do processo de paz que incluía uma
série de concessões às exigências dos Tâmil: a devolução do poder às províncias reivindicadas, a unificação das províncias do norte
do país e respeito á cultura Tâmil. A Índia participou parcialmente do processo cortando a ajuda aos rebeldes Tâmil e enviando 50 mil
soldados para restabelecer a ordem no norte e no leste do pais.
Os rebeldes não concordaram com o envolvimento indiano, culminando, em 1991 com o assassinato do Primeiro Ministro da Índia, Ghandi,
por militantes Tâmil

Conflitos na Indonésia
A Indonésia, no sudeste da Ásia, é um país que composto por mais de 6 mil ilhas, onde coexistem quase 300 etnias, centenas de dialetos e
cinco religiões de doutrinas diferentes e divergentes. Conflitos territoriais e intolerância religiosa é comum, mas o que abala o
equilíbrio interno são os movimentos separatistas entre católicos e mulçumanos( majoritários). Como agravante, passa ainda por
sérios problemas políticos e econômicos e o governo não tem credibilidade frente a população.
A estratégia utilizadas por católicos e principalmente mulçumanos, são violentos ataques terroristas, numa campanha coordenada de
terror. Regiões como Jacarta, Sumatra e Java são as mais visadas.
Um outro problema que agrava os conflitos na Indonésia está ligada á independência do Timor Leste. Está região, anexada á Indonésia em
1976, seria, á princípio, algo insignificante. O Timor, pobre e perdido nos confins do país, é apenas a metade de uma das mais de 300
ilhas da Indonésia. Mas, apesar de contribuir minimamente com a economia Indonésia, a manutenção da posse sobre o Timor é
político-estratégica. Há um receio de que a sua perda levasse outras regiões mais vastas, ricas e insurgentes - por exemplo, a
província de Aceh, em Sumatra, e a longínqua Irian Jaya - a optarem pela independência.
Grande parte das rotas marítimas do mundo utilizam como passagem os extreitos canais entre suas ilhas. Perturbações políticas e
separatistas na região poderia afetar os fluxos de petróleo, de gás natural e de outros bens que mantêm em funcionamento a economia
mundial em geral e da Indonésia em particular.

Independência do Timor Leste
O Timor é uma ex-colônia portuguesa, de maioria católica. foi anexada em 1975 à Indonésia, de maioria mulçumana, logo após a retirada de
Portugal.
Entretanto, nenhuma nação reconheceu esta anexação militar, tanto que as nações Unidas procuravam negociar a independência com Portugal
e não com a Indonésia.
Situado numa diminuta ilha do Oceano Pacífico, entre Austrália, Nova Guiné e Bali. Desde o
século XVI/XVII, era colonizada pelos
portugueses(parte Leste) e pelos Holandeses(parte oeste). Em 1949, os holandeses abandonaram a região, bem como, outras ilhas em torno,
as quais se constituíram em Indonésia. O lado português somente abandonou a região em 1975 e os
Indonésios aproveitaram para anexa-la.somente passou a ser conhecido realmente
após a
premiação do Nobel de paz de 1996 ter sido concedido aos Timorense, Carlos Ximenes Belo
e José Ramos Horta. Possui, ainda,
algumas características comuns a nos brasileiros. Além de católicos, falam português, gostam do futebol
brasileiro, assistem novelas da Globo,
compram CDs de
Roberto Carlos, etc.
Desde a anexação da ilha, os timorenses vem lutando para conquistar sua independência.
A Indonésia, por seu lado, combate esse movimento caçando, torturando, matando pessoas, confinando-as em campos de concentração. Mais
de 30% da população já morreram nesse conflito.
Em 1999, um plebiscito votou a favor da independência do Timor Leste, apoiado pela Frente revolucionária de Timor Leste (Frentilin).
Grupos militares indonésios entrou em confronto com os timorenses, massacrando populações civis. A ONU prontamente interviu enviando
uma força de paz, conseguindo precária e provisoriamente
pacificar a região.
Em 18 de abril de 2002, a independência foi completada com a eleição do primeiro presidente timorense. Xanana Gusmão, o principal líder
da revolução, foi eleito com ampla maioria dos votos. Em 20 de maio de 2002, será completada o processo, com a formalização da
proclamação da independência.

Afeganistão
Como todos os territórios da Ásia Central, o Afeganistão também passou por inúmeras invasões desde a antiguidade.
Na década de 70, dominados pelos soviéticos, grupos guerrilheiros contrários ao controle russo, empreenderam uma feroz resistência
contra esse domínio, que durou até aproximadamente 1989.
Os guerrilheiros (mujaheddin), islâmicos fundamentalistas, apoiados pelos EUA, Irã e Paquistão, financiados pela Arábia Saudita e com
participação ativa de Osama Bin Laden, acabaram por derrotar os russos e se instalaram no poder.
No entanto, o Afeganistão, composto de grupos étnicos
rivais(Pashto ou pashtuns (38%), Usbeque(6%),
Tadjique(25%), hazarás(19%), Aimaks, turcomânis e baloch(12%) dificilmente conseguem compor uma base política que governe o país de
forma estável. Sempre ocorre conflitos e dissidências entre estas tribos rivais. Em 1993, o país estava dividido em zonas autônomas,
controladas por tribos locais. Acordos eram feitos mas não cumpridos. Á partir de 95, entre esses grupos rivais, começou a se destacar
o grupo dos Talibãs, estudantes fundamentalistas, extremistas e totalitários. Essa facção, ganhou popularidade e apoiados pelos EUA e
Arábia Saudita, acabaram por assumir o controle do país sob a liderança do mulá Mohammed Umar.
Os talibãs (maioria pashtuns) assumiram um pais destruído, sem leis e regras e impuseram um severo e patriarcal código de conduta:
proibiu livros e tv e o culto de religião não islâmica, reduziu as mulheres a uma condição de extrema inferioridade.
Os objetivos ocultos das ações americanas no Afeganistão.
"....o cerco dos Estados Unidos ao Talibã só aparentemente tem algo a ver com o "combate ao terrorismo". Trata-se, na verdade, de criar
as condições geopolíticas para o controle das mais vastas reservas de petróleo do planeta, situadas em uma região que,
historicamente, foi "área de influência" da Rússia czarista e depois da União Soviética.
.....um país cuja localização geográfica é absolutamente estratégica, justamente por ser a região de passagem entre o Oriente Médio e
a Ásia Central.....chama Afeganistão..."(José Arbex Jr)
"....O atentado deu a Bush todos os pretextos para uma intervenção em grande escala naquela região...."(José Arbex Jr)

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Eustáquio Lagoeiro Castelo Branco Webmaster, Webwriter, professor graduado em história e sociologia,
pós-graduado com especialização em informática educacional
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